Há quase três anos, moradores de alguns conjuntos residenciais do Minha Casa Minha Vida, no Benedito Bentes, em Maceió, se arriscam para conseguir atravessar a Avenida Cachoeira do Meirim, devido à falta de um semáforo, principalmente em frente às obras da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). É que na transversal criada a partir da Unidade existem quatro conjuntos residenciais, que somam 1.920 imóveis e cerca de 7.600 moradores – população igual à de muitos municípios do interior de Alagoas, como o blog já mostrou aqui em outro post.
A situação é complicada para quem precisa fazer o cruzamento de carro e ainda pior para quem passa a pé. Quem mora na região informou que os boletos do IPTU 2014 já chegaram. O valor médio que será pago por cada imóvel é de R$ 380,00. Se considerarmos que todos paguem, a arrecadação da Prefeitura, somente neste local – que equivale a uma transversal de uma avenida – será de mais de R$ 720 mil. Se, em outro cenário, considerarmos uma inadimplência de 50%, a arrecadação será de R$ 360 mil.
Diante disso, os moradores perguntam: a Prefeitura de Maceió pode usar parte da arrecadação do IPTU para instalar um semáforo e beneficiar mais de 7.600 pessoas que vivem ali?
Obs.: Em 2013, um hipermercado foi instalado na Via Expressa, no bairro de Antares. Na véspera de sua inauguração, dois semáforos foram instalados e já começaram a funcionar. Neste caso, o empreendimento comercial começou a funcionar já com toda a estrutura de tráfego. Por outro lado, alguns conjuntos do Minha Casa Minha Vida já estão com moradores há quase três anos, mas até agora nada de semáforo. Qual o motivo do tratamento diferenciado?

Pois é. Parece que a vida e a integridade física das pessoas não são importantes... Revoltante!
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