quinta-feira, 6 de março de 2014

Uma aula de filosofia e cinco de matemática. Por quê?

A filosofia, enquanto ciência, é tão antiga quanto a matemática. A origem das duas remonta à Antiguidade, antes do nascimento de Cristo. Em dezenas de séculos, elas foram evoluindo e acumulando conceitos, informações e tecnologias que ajudam a entender e a facilitar a vida em sociedade. As duas colaboram, inclusive, para o aperfeiçoamento de outras ciências.
Mas, durante o período do Ensino Médio, tanto em escolas públicas quanto em particulares, por que os alunos têm cinco aulas de matemática e somente uma de filosofia por semana? Por que, também, a matemática é ensinada desde o Ensino Fundamental e a filosofia só entra na grade curricular no Ensino Médio?
Não é, evidentemente, por falta de conteúdo para ser repassado aos estudantes. A filosofia, assim como a ciência sociologia, faz parte da vida das pessoas e estimula o pensamento crítico, o questionamento daquilo que nos cerca e nos é imposto.
Os estudantes que partem para cursos universitários na área de ciências exatas, eu imagino, chegam com uma “bagagem” de conhecimento-base maior do que aqueles que vão para a área de ciências humanas. Estes, por sua vez, no início dos cursos têm contato com uma quantidade enorme de teorias e conceitos sobre filosofia (e sociologia) que não tiveram a oportunidade de ver no colégio.
Vale lembrar que durante os 21 anos de ditadura militar no Brasil – entre 1964 e 1985 – o governo incentivou os cursos na área de ciências exatas para “promover o desenvolvimento do Brasil” e perseguiu os pensadores de outras áreas, entre eles professores de ciências humanas, cantores, escritores, etc. Será que, mesmo 29 anos após o fim do regime, ainda somos educados conforme a ditadura?
Fonte da imagem: http://www.acervosaber.com.br


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